terça-feira, 31 de janeiro de 2012
FAZER ABDOMINAL PERDE BARRIGA?
Todo exercício físico ocasiona um gasto calórico, contudo a fonte energética desse gasto calórico pode ser diferente. Um indivíduo que pretende reduzir barriga deve perder a gordura abdominal, mas o grande problema é que os exercícios abdominais têm como principal fonte energética os carboidratos (açucares) e não a gordura, por ser um exercício anaeróbio (musculação). Mas isso não quer dizer que os exercícios abdominais não reduzem a gordura concentrada na barriga, com certeza eles ajudam, mas em pouca magnitude, quando comparado a outros exercícios físicos considerados indicados para redução de gordura abdominal, como por exemplo, esteira, bicicleta ergométrica, entre outros. Portanto, se um indivíduo que têm como objetivo perder barriga, optar por treinos apenas com exercícios abdominais, é provável que não terá bons resultados.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
TREINAMENTO DE BASE NA CORRIDA
Um treino de base para correr bem em 2012

Após o descanso de final de ano e a realização das primeiras avaliações (clínicas e testes físicos, assunto tratado no mês passado), o corredor que tenha sérias pretensões em 2012, deve iniciar o treinamento com uma preparação que possibilite o aumento do seu condicionamento de um modo global, porém sem se esquecer da especificidade do trabalho de corrida.
A esse primeiro momento do treinamento denomina-se preparação fundamental ou treino de base. É por meio desse trabalho que o corredor irá progredir gradualmente na melhora da força, da velocidade e da resistência geral, que permitirá que o mesmo possa suportar a carga de treino de maior intensidade (específica) nas etapas seguintes da preparação.
Entretanto, quando falamos de treino geral na base não significa que será deixado de lado o trabalho específico, ou seja: o aumento do limiar de lactato e da economia de corrida, que tem como objetivo a promoção de uma maior tolerância ao esforço em ritmos mais elevados do exercício competitivo.
Portanto, para que os corredores estejam aptos a realizar grandes provas em 2010, o plano inicial de trabalho terá como objetivo a melhora dos seguintes fatores do condicionamento:
- Resistência aeróbica, ou seja, a capacidade orgânica geral do corredor, pelo aumento da sua capacidade cardiorrespiratória (trabalho vital para o coração, pulmões e transporte de oxigênio aos músculos), permitindo-lhe suportar maiores cargas de treino com menor fadiga;
- Força muscular, ou seja, aumentar a força dos principais grupos musculares que são exigidos na corrida e, com isso, além de induzir a uma melhora na sustentação da passada do corredor (amplitude e frequência), também promove o fortalecimento geral da musculatura como um meio de prevenção de lesões;
- Velocidade, ou seja, o aumento da velocidade média de deslocamento em distância que pode variar de 200-800 m, cujo intuito é o aumento da tolerância ao esforço e não a velocidade máxima da corrida. Aumentando a tolerância ao esforço, o corredor estará apto a percorrer a sua prova em ritmos mais intensos.
De um modo geral, é isso que se procura concretizar durante o treino de base. Também a flexibilidade deve ser trabalhada, por meio de alongamentos, pois músculos encurtados (devido à falta de alongamentos) estão mais suscetíveis às lesões, além de aumentarem o gasto energético da corrida por meio de ações motoras que não deveriam fazer parte do movimento da corrida.
O plano que elaboramos consiste em um trabalho de 4 sessões de treinos semanais, que consideramos ideal para os corredores amadores que tenham sérias pretensões de obter boas marcas.
A duração do treino de base será de 6 semanas, período suficiente para a melhora do condicionamento do corredor, e é destinado aos que pretendem participar de provas entre 10 km e 42 km durante este ano.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
10 DICAS PARA UM EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL
10 DICAS PARA UM EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL

Comer, comer, comer! Para quem quer emagrecer, a comida não sai da cabeça 24 horas por dia. O que era um ato espontâneo, passa a ser pré-determinado. Explica-se: emagrecer requer horários para as refeições, não poderá mais ir correndo para a geladeira a qualquer momento só para satisfazer uma mera vontade. Alimentar-se é fonte de prazer, mas, primeiramente, fonte de energia e nutrientes para o organismo.
Convenhamos, quando se fala em dieta ou disciplina alimentar quem é que não torce o nariz? Quem é que não acha que vai cair de pára-quedas em um campo de concentração, onde irá tocar a sirene da alimentação sem gosto?
Esqueça tudo isso! Alimentação sem sabor e altamente restrita significa caminho oposto doemagrecimento saudável. Isso mesmo. Antes de dar pulos de alegria é bom saber e ter certeza do que pretende para você.
Emagrecer por estética só para entrar naquele vestido que insiste em ficar justo ou para entrar na calça de um ano atrás que tinha caimento perfeito faz com que loucuras sejam cometidas. Tenta-se de tudo. Dias e dias ingerindo somente saladas. É a dieta verde! Dias e dias bebendo só sucos. É a dieta da vitamina! Dias seguidos engolindo a mesma sopa. Que dieta é essa?
Atitudes emergenciais trarão sucesso? Depende do que se entende por sucesso. Se ele significa ir àquela festa com o tão sonhado vestido, parabéns! Um conselho? Prepare-se para o que virá. Não se desespere se, na semana seguinte, encontrar dificuldades em entrar na mesma peça de roupa. Agora, se pretende mudar a alimentação para ter um corpo mais saudável, mais disposto e mais bonito, a conversa é outra.
Não há fórmulas mágicas. Se quer uma receita para te ajudar a emagrecer, sem segredos, atividade física! Será bom estar mais disposto e, de quebra, queimar calorias e melhorar o condicionamento físico.
Emagrecer lentamente é desestimulante, já que não vê os resultados rapidamente? E o que dizer das várias tentativas frustradas? Como se sente quando se recorda de tantos sacrifícios?
Então, siga as 10 dicas para emagrecer de forma saudável. E, é claro, duradouro.
1. Não tenha pressa. Se está acima do peso, pergunte-se há quanto tempo carrega esse excesso. Então, para que eliminar peso do dia para a noite? (Clique aqui e veja quanto precisa emagrecer e comece agora sua reeducação alimentar!)
2. Corrija gradativamente a sua atitude em relação aos alimentos.
3. Não exclua de um dia para outro aquele alimento que só de pensar dá água na boa. Na verdade, nunca o exclua, mas saiba quando e quanto pode ingerí-lo.
4. Controle a ansiedade. Encontre uma distração ou um hobby que faça com que a sua atenção desvie da comida.
5. Estipule horários para as refeições.
6. Deixe de comer aquele doce e substitua pela fruta da sua preferência.
7. Beba muita, mas muuuuuita água.
8. Deixe o seu prato colorido. Saladas e legumes devem estar presentes diariamente no almoço e jantar.
9. Se alguém notar que está adotando novos hábitos e perguntar se está de "regime", mande um audível "não". Muitas pessoas adoram sabotar as boas intenções alheias.
10. Confie em você! Tenha sempre uma atitude positiva. Estar determinada e confiante é mais do que meio caminho andado para atingir o seu objetivo.
Por:
Roberta Stella
Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP)
Roberta Stella
Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP)
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Musculação só traz benefícios para o corredor
Musculação só traz benefícios para o corredor
Veja exercícios que podem ser feitos em casa e que complementam a corrida.
Entre as
muitas dúvidas e medos dos corredores, uma é a questão da musculação
ser ou não benéfica à performance. Tudo que o corredor quer é ser
indestrutível, ganhar sempre e sem nenhuma dor muscular. Sonho? Isso é
possível com um bom planejamento, incluindo a musculação.
Quem é contra logo se apressa em
usar como álibi que a musculação aumenta o peso corporal, deixando o
corredor mais lento, menos flexível e se fosse bom os quenianos também
faziam.
Realmente. Os quenianos não têm o
costume de fazer por questões culturais. Entretanto, no resto do mundo a
musculação tem um valor extraordinário não só na corrida como em todos
os esportes. Posso afirmar que nenhuma modalidade esportiva é completa
por si só, nem mesmo a natação, como muitos apregoam. Corredores que
apenas correm têm a musculatura das pernas bastante resistente, são
excessivamente magros, têm bom sistema cardiovascular, colesterol bom
(HDL) mais alto e ruim (LDL) baixo, boa proteção contra as doenças do
coração e boa ossatura.
Agora vamos ao
possível lado ruim de quem apenas corre. Costumam ter desequilíbrio
muscular entre lado direito e esquerdo, assim como desproporção entre
tronco, braços e pernas. No próprio grupo muscular da coxa, os chamados
vasto medial e lateral, respectivamente do lado de dentro e de fora da
perna, são desproporcionais. O ato de correr desenvolve mais o lateral
do que o medial e muitos dos problemas de joelho ocorrem por conta do
vasto lateral, que estando mais forte desloca sensivelmente a patela
(rótula) para fora, gerando microtraumatismos nos muitos quilômetros de
treino.
O gesto esportivo da corrida
envolve três fases distintas: apoio da perna que está no chão lançando o
corpo para cima e para frente, o vôo propriamente dito e a
aterrissagem. Nessas fases, embora todos os músculos das pernas tenham
participação, alguns acabam sendo mais ou menos solicitados, fixando,
transferindo e/ou estabilizando o movimento completo da corrida.
Entre
os grupos musculares mais exigidos e conseqüentemente desenvolvidos,
estão o glúteo (nádega) o quadríceps (coxa) o gastrocnêmio (batata da
perna) e os posteriores de coxa. Entretanto, os flexores de quadril, os
adutores e abdutores de coxa, responsáveis pela elevação e movimentos
laterais da perna, numa corrida muito longa se esgotam com mais
facilidade. Não é raro vermos corredores serem dominados pelo cansaço no
último terço da prova dobrando as pernas, inclinando o corpo para
frente, tencionando os joelhos e os músculos glúteos. Diz-se que o
corredor "sentou".
Ginástica localizada.
Na função estabilizadora, o abdome, os lombares e os membros superiores
também precisam estar bem preparados. Esse preparo advém de programas
complementares oferecidos nas academias que, entre tantos, uma boa é a
ginástica localizada ou a própria musculação, que os adeptos da corrida
devem optar para melhorar o prazer de correr.
A
ginástica localizada traz a fundamentação teórica da musculação,
podendo ser desenvolvida tanto a resistência muscular localizada como a
força e a potência. Por ser feita em grupo pode se tornar mais prazerosa
para quem não gosta, por exemplo, da musculação. Além disso, uma boa
oportunidade de conhecer pessoas novas adeptas ao exercício e que podem
ser influenciadas a também praticar a corrida.
Claro,
quem corre não deseja um corpo de fisiculturista. Sendo assim, o
programa deve ser direcionado a aumentar as diversas manifestações da
força, da potência e da flexibilidade, completadas com as aulas de
alongamento. Embora a força resistente seja a maior exigência de um
fundista, em vários momentos dos percursos de rua precisa-se da
potência, da força explosiva de média ou curta duração. Nas subidas, nas
descidas ou mesmo na decisão estratégica de ultrapassar um adversário
em determinado momento, essas valências físicas serão decisivas.
Por
esses motivos, a musculação ou a ginástica localizada para o corredor
não deve se prender a muitas repetições com pouca carga. A prescrição
ideal deve estar incluída numa periodização começando por um programa
global, envolvendo os grandes grupos musculares seguido dos menores. Os
do tronco e quadril são importantes na transmissão de força para as
pernas.
Os acessórios usados na
ginástica localizada são os halteres e caneleiras e a grande vantagem é o
recrutamento dos grupos musculares auxiliares e estabilizadores para
sustentar o movimento executado. Outra é a possibilidade de correção de
possíveis distorções musculares entre lado esquerdo e direito e/ou
diferenças de força entre músculos, como a já citada.
Mais de 50 anos.
Por duas fortes razões os corredores mais velhos são os mais
beneficiados. Ao longo do tempo existe uma perda natural de massa
muscular conhecida como sarcopenia, palavra de origem grega que
significa "perda de carne" (sarx = carne e penia = perda). Na corrida de
longa distância, por si só, ocorre um processo conhecido por
catabolismo, ocasionando também a perda de massa magra.
Essa,
em tese, pode ser uma das razões dos corredores serem "secos", o que
não acontece com o atleta de força. A musculação comprovadamente promove
o processo inverso chamado de anabolismo porque estimula a produção de
hormônios principalmente a testosterona. Já existe consenso entre a
comunidade médica científica dos benefícios da musculação para a
terceira idade.
Musculação quando? Eis
a questão. Como adequar a musculação à planilha de treinamento do
corredor que deve ser feita durante todo o ano e não apenas no período
básico?
A série de musculação quando
objetivar desenvolvimento de força, ou seja, poucas repetições com mais
carga, deve ser realizada separadamente e nunca coincidir com
treinamento de corrida forte tais como os intervalados. Quando o
objetivo for resistência muscular localizada (mais repetições e pouca
carga), admite-se combinar com treinamento fraco de corrida.
Vale
lembrar que existem inúmeras formas de fazer isso de modo divertido.
Uma delas é montar um circuito composto de corrida, musculação e corrida
na mesma seção de treino. Quanto ao peso e repetições em cada exercício
a ser realizado não dá para definir num artigo de revista, porque
treinamento não é uma receita de bolo. O ideal é cada um se articular
com um profissional de Educação Física.
Como
citei, nenhuma modalidade esportiva é completa por si só e alguns
especialistas afirmam que um corredor profissional pode ter uma melhora
de rendimento de 10 a 12% com musculação, que deve ser orientada por
profissionais habilitados. A variedade de exercícios, a gente sabe que
está relacionada com a qualidade de vida. Já falei isso aqui. Que
adianta correr uma barbaridade e não ter força física para carregar um
botijão de gás cheio? Isso aconteceu comigo quando não fazia musculação.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O Poder dos Exercícios Intervalados: Queime Mais Gordura
São exercícios intervalados aqueles em que se intercala períodos de esforço máximo com períodos de recuperação, como correr em esteira 90 segundos em alta velocidade, seguido de um período para recuperação e novo tiro de alta velocidade.
Durante a execução deste exercício, o corpo tem de lidar com uma demanda grande de energia. Os batimentos cardíacos se aceleram, ocorre aumento da temperatura corporal e uso maciço de substratos energéticos (glicemia sanguínea, glicogênio muscular, ácidos graxos, enfim, todos os recursos do corpo são alocados para dar conta da tarefa).
O gasto calórico dessa atividade é maior, mesmo se realizada por menos tempo. Depois do exercício, a temperatura corporal permanece acima do normal durante algum tempo, gerando maior consumo de calorias. O organismo também repõe suas reservas energéticas, utilizando mais energia para isso.
Inúmeros estudos mostram maior consumo calórico e maior degradação de carboidratos e gorduras após o treinamento.
O exercício intervalado chega a ser 900% mais eficiente em realizar perda de gordura por caloria gasta que o aeróbio normal. Um estudo realizado no Canadá comparou um grupo que se exercitou com aeróbios, durante 20 semanas, com treinos de 30 a 45 minutos, iniciando os treinos em 65% da freqüência cardíaca máxima e progredindo até 85% a um grupo que se exercitou por 15 semanas, com um aquecimento seguido de 10-15 tiros de velocidade de 15 à 30 segundos ou 4 à 5 tiros de 60 até 90 segundos.
Os intervalos permitiam recuperação da freqüência cardíaca até 120-130 bpm.
Ainda que o primeiro grupo tenha gasto mais do que o dobro de calorias do segundo, foi este que apresentou a maior redução no percentual de gordura. Queimou-se 9x mais gordura por caloria gasta nos exercícios intervalados.
Estudos realizados pelo mesmo grupo, anteriormente, demonstraram que indivíduos que realizam atividades intensas possuem menores quantidades de gordura em comparação com os que praticam atividade de baixa intensidade.
O exercício intervalado também confere uma proteção à perda de massa magra maior que o aeróbio simples
Durante a execução deste exercício, o corpo tem de lidar com uma demanda grande de energia. Os batimentos cardíacos se aceleram, ocorre aumento da temperatura corporal e uso maciço de substratos energéticos (glicemia sanguínea, glicogênio muscular, ácidos graxos, enfim, todos os recursos do corpo são alocados para dar conta da tarefa).
O gasto calórico dessa atividade é maior, mesmo se realizada por menos tempo. Depois do exercício, a temperatura corporal permanece acima do normal durante algum tempo, gerando maior consumo de calorias. O organismo também repõe suas reservas energéticas, utilizando mais energia para isso.
Inúmeros estudos mostram maior consumo calórico e maior degradação de carboidratos e gorduras após o treinamento.
O exercício intervalado chega a ser 900% mais eficiente em realizar perda de gordura por caloria gasta que o aeróbio normal. Um estudo realizado no Canadá comparou um grupo que se exercitou com aeróbios, durante 20 semanas, com treinos de 30 a 45 minutos, iniciando os treinos em 65% da freqüência cardíaca máxima e progredindo até 85% a um grupo que se exercitou por 15 semanas, com um aquecimento seguido de 10-15 tiros de velocidade de 15 à 30 segundos ou 4 à 5 tiros de 60 até 90 segundos.
Os intervalos permitiam recuperação da freqüência cardíaca até 120-130 bpm.
Ainda que o primeiro grupo tenha gasto mais do que o dobro de calorias do segundo, foi este que apresentou a maior redução no percentual de gordura. Queimou-se 9x mais gordura por caloria gasta nos exercícios intervalados.
Estudos realizados pelo mesmo grupo, anteriormente, demonstraram que indivíduos que realizam atividades intensas possuem menores quantidades de gordura em comparação com os que praticam atividade de baixa intensidade.
O exercício intervalado também confere uma proteção à perda de massa magra maior que o aeróbio simples
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
CREATINA: MITOS E VERDADES
Mito: Quanto mais creatina você toma, mais resultado você vai ter
Verdade: As vezes você vê algumas pessoas consumindo de 10 a 20 gramas de creatina de uma só vez. Vale a pena ? De acordo com cientistas da Universidade St. Francis Xavier na Nova Escócia, atletas que consumiram 0.1 gramas de creatina por kg do corpo, excretaram 46% o excesso de creatina pela urina. Por exemplo, um halterofilista de 100kg consome 10g de creatina por dose, 46% ou 4.6g serão iliminados pela urina, um desperdício. Em outro estudo no Laboratório de Performance na universidade de Ball State, cientistas comprovaram que doses menores de monohidrato de creatina(5g/dia) são mais eficazes, e esses resultados podem ser alcançados sem precisar de uma fase de saturação.
Mito: Fase de Saturação é obrigatória!
Verdade: A pesquisa acima prova que somente a quantidade certa de creatina é necessária para se ter resultados. A pesquisa também sugere que a fase de saturação não é nada mais do que um desperdício. Você deveria fazer a saturação ? Na maioria dos casos, provavelmente não. Se você é um fisiculturista da elite ou um atleta de força, você pode considerar em fazer uma saturação pois a necessidade nesses casos será bem maior. Para o resto de nós mortais, 5g é o suficiente.
Mito: Creatina causa problemas nos rins e no fígado.
Verdade: A menos que você tenha algum problema de saúde pré-existente, é impossível que o uso de creatina seja de alguma forma nocivo a saúde. Em um estudo científico que levou atletas que utilizaram creatina por 5 anos mostraram que não houve alteração na atividade dos rins e do fígado.
Mito: Todas as creatinas são iguais
Verdade: Cometer esse erro é a mesma coisa que falar que um vinho de R$15 é a mesma coisa que outro de R$600. É a diferença entre um produto de qualidade contra um de baixo custo. Tradicionalmente, creatina da China é um produto de baixa qualidade e impura, com alguns agentes que comprovam a má qualidade, como: a creatinina, sódio, diciandiamido entre outros. Fique atento a creatinas de baixo-custo.
Mito: Ciclando a creatina você terá melhores resultados
Verdade: Não existe nenhuma evidência significativa que indique que ciclar a creatina é melhor do que tomar por periodos mais longos.(O famoso, tomar dois meses, parar um). Simplesmente não há prova científica de que uma suplementação contínua com a creatina causa algum dano na saúde do usuário ou diminui a habilidade do organismo em absover essa substância.
Nota: Nenhum dos fatos citados acima são de origem desconhecida, todos, sem exceção, são de origem científica com pesquisas para reforçar a sua veracidade.
Fontes:
Brenner M, et al. The effect of creatine supplementation during resistance training in women. J Strength Cond Res 2000;14(2): 207-213.
Burke DG, et al. “The effect of 7 days of creatine supplementation on 24-hour urinary creatine excretion.
J Strength Cond Res 2001;15(1):59-62.Eijnde B, et al. Med Sci Sports Exerc 2001;33:449-453.
Greenhaff PL, Steenge GR, Simpson EJ. Protein and carbohydrate-induced augmentation of whole body creatine retention in humans.
J Appl Physiol 2000;89:1165-71.Guerrero-Ontiveros ML, Walliman T. Creatine supplementation I n health and disease. Effects of chronic creatine ingestion in vivo: down-regulation of the expression of creatine transporter isoforms in skeletal muscle.
Mol Cell Biochem 1998;184:427-437.Poortmans JR, et al. Long-term oral creatine supplementation does not impair renal function in healthy athletes. Med Sci Sports Exer 1999;31(8):1108-1110.Poortmans JR, Francaux M. Adverse effects of creatine supplementation. Sports Med 2000;30:155-170.
Vogel RA, et al. Creatine supplementation: effect on supramaximal exercise performance at two levels of acute hypohydration. J Strength Cond Res 2000;14(2) 214-219.
Burke DG, et al. “The effect of 7 days of creatine supplementation on 24-hour urinary creatine excretion.
J Strength Cond Res 2001;15(1):59-62.Eijnde B, et al. Med Sci Sports Exerc 2001;33:449-453.
Greenhaff PL, Steenge GR, Simpson EJ. Protein and carbohydrate-induced augmentation of whole body creatine retention in humans.
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Vogel RA, et al. Creatine supplementation: effect on supramaximal exercise performance at two levels of acute hypohydration. J Strength Cond Res 2000;14(2) 214-219.
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